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Caos na saúde de Goiânia

16/11/2017

Prestadores de serviços do Imas aguardam uma solução

Escrito por: Soego

O Sindicato dos Odontologistas no Estado de Goiás (Soego) - filiado à Central Única dos Trabalhadores (CUT Goiás) - promoveu na terça-feira (14) uma manifestação na sede do Instituto de Assistência à Saúde e Social dos Servidores Municipais de Goiânia (Imas), com intuito de pressionar a atual gestão a regularizar os pagamentos dos profissionais da saúde, que já completa oito meses.
 
Para o presidente do Soego, José Milhomem, é vergonhoso ver os profissionais passando por essa situação, sem receber o que é de direito. Ele alega que são 50 mil funcionários da Prefeitura que podem ficar sem atendimento. “É impossível trabalhar sem receber há oito meses, é um caos na saúde”, relata.
 
O sindicato há um ano vem buscando junto ao instituto  formas de facilitar as negociações. Realizando assembleias e comparecendo a reuniões com o presidente do Imas Sebastião Peixoto, bem como com outros funcionários.  No entanto, não obteve respostas e as propostas apresentadas não foram cumpridas, seja por parte do instituto ou pela Prefeitura de Goiânia.
 
Problema de Gestão
De acordo com o secretário de Convênios e Credenciamentos do Soego, José Carrijo, é perceptível que existe um sério problema de gestão no Imas, pois não está conseguindo colocar em dias a situação de atraso dos pagamentos das faturas dos prestadores. “Isso tem gerado uma insatisfação e prejuízo para os profissionais, pois acabam suspendendo os atendimentos e os usuários também são prejudicados, mas a culpa é do instituto que não consegue regularizar esse quadro caótico que causa descontentamento com a categoria”, diz Carrijo.
 
Carrijo alega ainda que há um desentendimento entre o instituto e a Procuradoria, e além dos cirurgiões-dentistas, médicos, nutricionistas, psicólogos e demais profissionais estão com os salários atrasados. ”Ou é incompetência ou má intenção, queremos uma posição do prefeito Iris Rezende (PMDB)”, completa.
 
Prejuízos
Os atrasos vêm acarretando prejuízos não só para os prestadores, mas também para os usuários, que continuam pagando normalmente pelo o plano de saúde. Pois com a paralisação dos atendimentos devido aos atrasos, os funcionários vão ficar sem assistência à saúde e terão que recorrer à rede pública. Segundo o vice-presidente do Soego, Antônio Bauer, o último pagamento aos prestadores foi em março. “Completa um ano de promessa, são inúmeras desculpas e nada de solução”, diz.
 
O presidente do Imas, Sebastião Peixoto esteve na porta do instituto e prometeu regularizar o caso até o dia 10 de dezembro, além de esclarecer para os profissionais os motivos pelo não cumprimento do prazo. “Os prestadores podem fazer o compromisso que nós vamos pagar, com certeza”, disse.
 
O Conselho Regional de Odontologia de Goiás (CRO-GO) esteve presente na manifestação dando apoio para a categoria, além de cirurgiões-dentistas credenciados ao instituto.
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