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Sociedade civil organizada é contra a terceirização da gestão da política de sangue em Goiás

21/11/2017

Enquanto isso, das 16 unidades de saúde estaduais geridas por OSs, 7 não cumpriram as metas de gestão, segundo a própria SES

Escrito por: Sintfesp-GO/TO

 
Representantes do Conselho Estadual de Saúde (CES), da Central Única dos Trabalhadores (CUT Goiás), do Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde e Previdência nos Estados de Goiás e Tocantins (Sintfesp-Go/To), do Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Único de Saúde de Goiás (Sindsaúde-Go), da Central de Movimentos Populares (CMP Goiás) e de outras organizações da sociedade civil presentes à audiência pública sobre a política de sangue no Estado de Goiás, realizada nesta terça-feira (21), na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), ressaltam que a terceirização de sua gestão é um equívoco e prejudicará ainda mais a população usuária do Sistema Único de Saúde (SUS).
 
A Comissão de Saúde e Promoção Social da Alego, em parceria com o CES e a Secretaria Estadual de Saúde (SES) realizaram a audiência. A pauta principal foi a tentativa do governo estadual de terceirizar a gestão da política de sangue em Goiás.
 
Procurador do Estado, Rafael Arruda destacou que esse modelo de gestão, por meio das Organizações Sociais (OSs), que o governo estadual visa implantar, estaria amparado por lei. No caso do Hemocentro, ele alega que o direito à informação sobre a origem e procedência do sangue, serviço de hemoterapia responsável pela sua origem, segurança na estocagem e transporte de sangue, entre outras coisas continuará de responsabilidade do Estado. “O Estado não perde a função de garantir o resultado na elaboração da política, no controle, fiscalização, supervisão e regulação dos hemocentros”, disse.
 
Fracasso
O presidente da CUT-GO, o ex-deputado Mauro Rubem, discordou da fala do procurador Rafael Arruda. “A política de terceirização é um fracasso. Os grandes hospitais do Estado funcionam em sua capacidade total bem inferior do que antes das OSs. Não conseguimos colocar nossos pacientes na rede pública, que foi privatizada. A Saúde do Estado não está bem e tende a piorar”, lamentou.
 
Mauro Rubem lembrou ainda que relatórios elaborados por órgão ligado à própria SES concluíram que das 16 unidades de saúde estaduais geridas por OSs, 7 não cumpriram as metas de gestão. "E vai ficando por isso mesmo. A secretaria se limita a dizer, através da imprensa, que vai adotar as medidas corretivas, sem se dignar a dar maiores explicações para a sociedade", criticou.
 
Na mesma linha de convicção, a segunda secretária do CES, Luzineia Vieira, ressaltou que é contra a decisão do governo. “Deixo claro que defendo uma administração direta e transparente para todos, totalmente ao contrário desta que está sendo imposta. O Estado não consegue desempenhar seu simples papel”, afirmou.
 
Compuseram ainda a mesa dos trabalhos o deputado Lincoln Tejota (PSD), presidente da Comissão de Saúde e Promoção Social da Alego; Rômulo Alves de Oliveira, secretário executivo do CES; Deusdedith Vaz, superintendente executivo da SES; e Venerando Lemos de Jesus, primeiro secretário do CES.
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