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Presidente do Sintsep aponta desmanche no serviço público

11/01/2018

Ademar Rodrigues elencou as principais retaliações que a classe trabalhadora vem sofrendo por parte do governo federal

Escrito por: Maisa Lima, assessora de Comunicação da CUT Goiás

 
 
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal no Estado de Goiás (Sintsep-GO) - filiado à Central Única dos Trabalhadores (CUT) - Ademar Rodrigues de Souza foi o convidado do Antena Ligada na manhã desta quinta-feira (11). Comandado pelo jornalista Roberto Nunes, o programa vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 10 às 11 horas, na Rádio Trabalhador - www.radiotrabalhador.com.br.
 
Ademar falou sobre vários temas que estão deixando os servidores públicos e a classe trabalhadora como um todo aturdidos diante da avalanche de retirada de direitos que vem acontecendo desde que Michel Temer (PMDB) assumiu a Presidência da República. O último golpe fere frontalmente o serviço público e ja mostra os efeitos da Emenda Constitucional (EC) 95 - aquela que congelou investimentos por 20 anos no serviço público: o decreto extinguindo mais de 60 mil cargos públicos (um verdadeiro desmanche nos serviços que são ofertados à população) e o reajuste zero que vem se concretizando nas mesas de negociação.
 
O sindicalista elencou os principais retrocessos que o governo Temer vem impingindo à classe trabalhadora, como a Reforma Trabalhista, que alterou a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) retirando direitos da classe trabalhadora. Por sinal esta semana ela foi avalizada pelo seu mais ferrenho defensor, o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra Martins. Mal o ano começou, ele autorizou 129 demissões de professores do Centro Universitário Ritter dos Reis (UniRitter), do Rio Grande do Sul, que foram dispensados em massa, sem que o sindicato tivesse sido comunicado.
 
Aviso prévio
Antes da nova lei trabalhista, as empresas eram obrigadas a avisar os sindicatos quando pretendiam demitir em massa. Os sindicatos negociavam e se não conseguissem impedir as demissões, articulavam algumas compensações, como aviso prévio, meses a mais de salário e extensão do plano de saúde por um ou dois anos.
 
Ademar mostrou-se ainda extremamente preocupado com a Reforma da Previdência, que o governo federal pretende aprovar no Congresso Nacional no próximo dia 5 de fevereiro. "Ela não é necessária. O governo deveria respeitar a Constituição e investir em seguridade o que ela determina. Ao invés disso, o dinheiro que entra é somente a contrapartida do trabalhador e mesmo este recurso é desviado para outras áreas", dispara. "Enquanto isso, dá-lhe isenção fiscal ao agronegócio e à indústria", critica.
 
O presidente do Sintsep-GO encerrou a sua participação no Antena Ligada falando sobre o julgamento do ex-presidente Lula, que ocorrerá no próximo dia 24, em Porto Alegre (RS). Para Ademar, se fosse para respeitar o que determina a Constituição, a sentença que condenou Lula deveria ser anulada. Vários juristas apontaram nulidades na sentença que será apreciada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4). "Nós estamos falando é de direitos. Gostando ou não do Lula ou do PT, o que está em jogo é a democracia. É preciso respeitar seus direitos", finaliza Ademar.
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