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Contraf Brasil cobra do governo soluções para acampados há mais de oito anos

18/01/2018

Sem execução das políticas de reforma agrária Governo deixa milhares de agricultores e agricultoras familiares debaixo da lona

Escrito por: Assessoria de Comunicação da Contraf Brasil

A Confederação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (Contraf Brasil) foi até a Casa Civil reivindicar ações e efetividade para resolver os gargalos do governo referentes à morosidade dos processos de regularização das áreas de acampamento. A reivindicação retoma a discussão sobre a Reforma Agrária, que em 2016 ficou paralisada devido aos cortes e falta de orçamento público para pagamento das áreas desapropriadas.
 
Três regiões pontuais foram apresentadas, sendo elas no estado de São Paulo, Pará, Bahia e Goiás. Todos os acampamentos apresentados estão há mais de oito anos aguardando os processos de regularização. São mais de 300 famílias vivendo em más condições, ou seja, sem abastecimento de água potável e moradia, pois enquanto acampados vivem sem nenhuma infraestrutura. No entanto, os agricultores e agricultoras já produzem hortaliças, arroz, mandioca, milho, ou seja, utilizam a terra para a produção de alimentos e recuperaram a área que estava inutilizada.
 
O problema apresentado à Casa Civil é uma luta antiga da Contraf e dos movimentos sociais que reivindicam uma política mais efetiva para reforma agrária. No Brasil, 70% dos alimentos consumidos são oriundos da Agricultura Familiar e não do agronegócio. Portanto, a pauta é legítima já que os grandes latifúndios produzem em sua maioria apenas a soja, que ainda assim é exportada.
 
Dados de 2017 apontam que os 115 milhões de toneladas de soja colhidas, 78% foram para a China. A agricultura familiar por sua vez, produz feijão, milho, leite, horticultura, fruticultura, mandioca, trigo, batata, arroz, entre outros que são a base de alimentos da mesa do brasileiro. E ainda, utiliza o sistema sustentável, agroecológico que preserva os recursos naturais e o meio ambiente.
 
A agricultora e agricultor familiar, Mari Costa e Marcelo Santos participaram da reunião e dizem que entre todas as dificuldades de trabalhar no campo a maior delas é a luta pela terra. “Queremos apenas nosso direito à terra, que nos é garantido na Constituição, para plantar e produzir de forma adequada”, conta a agricultora e Marcelo completa, “lutar pela terra no nosso País leva você ao limite. Estamos há oito anos nessa batalha e debaixo da lona. A morosidade é muito grande”. Eles são acampados numa região de São José do Rio Preto (SP), com 74 famílias.
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