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Os desmandos das OSs contra os trabalhadores da Saúde

22/01/2018

No Hugo, as copas são fechadas e obrigam os servidores a comer no subsolo, no Materno Infantil os funcionários não recebem adicional noturno e tiveram o horário de repouso reduzido

Escrito por: Maisa Lima, assessora de Comunicação da CUT Goiás

 
Desde que, em 2011, o governador Marconi Perillo (PSDB) começou a terceirização da saúde para as Organizações Sociais (OSs), o Estado praticamente triplicou os gastos com o setor, sem que houvesse aumento no número de atendimento nos hospitais públicos e nem condições adequadas de trabalho para os servidores. 
 
Como o Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Único de Saúde de Goiás (Sindsaúde-GO) denunciava já naquela época, houve remanejamento de 50% do quadro de servidores, sobrecarregando o trabalho dos profissionais e aumentando a rotatividade. 
 
O Sindsaúde-GO continua mobilizado para garantir os direitos da categoria. Nesta segunda-feira (22), dois diretores da entidade participaram do programa Antena Ligada, da Rádio Trabalhador (RT) - www.radiotrabalhador.com.br) e denunciaram desmandos no Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), que é administrado pelo Instituto Gerir, e no Hospital Materno Infantil (HMI), que está nas mãos do Instituto de Gestão e Humanização (IGM).
 
Ao jornalista Roberto Nunes, os diretores Erivânio Silva (técnico de Enfermagem lotado no Hugo) e Marlene Soares (enfermeira da Unidade de Terapia Intensiva - UTI neonatal do HMI) denunciaram as atitudes unilaterais tomadas por essas OSs contra os trabalhadores dessas duas unidades de saúde.
 
Insalubridade
Erivânio contou que cada um dos quatro andares do Hugo contava com uma copa para os trabalhadores fazerem suas refeições ou um lanche rápido entre os plantões. Agora, só os médicos podem usar esses espaços. Enfermeiros, técnicos em Enfermagem e demais servidores precisam se deslocar até o subsolo. Além disso, os bebedouros também foram retirados e colocados no mesmo local onde se lava as mãos e é feito o descarte de materias usados. "O risco de contaminação é grande. Em nenhum momento o Instituto Gerir chamou os trabalhadores para conversar sobre essas mudanças", criticou. 
 
Marlene denunciou que os servidores da Secretaria Estadual de Saúde (SES) não recebem adicional noturno, embora O IGM pague para seus próprios funcionários. Agora, também de forma unilateral, decidiu reduzir o repouso dos trabalhadores de duas horas para apenas uma hora. "Acontece que 90% dos trabalhadores da Enfermafgem têm dois empregos, já que a remuneração não chega a dois salários mínimos. Um funcionário descansado tem menos chance de errar e vai tratar melhor o paciente", argumentou Marlene.
 
Pesquisa feita com os profissionais de enfermagem das unidades de internação de um hospital universitário apontou que 57% dos acidentes de trabalho com materiais perfurantes ou cortantes aconteceram no turno da noite.Ela se mostrou preocupada com a pressão psíquica que o excesso de trabalho e o pouco descanso acarreta aos trabalhadores da saúde. "Em 2017 tivemos dois suicídio no Materno Infantil e este ano já aconteceu um no Hospital de Urguências de Aparecida de Goiânia (Huapa).
 
Marlene e Erivânio deixaram claro que o Sindsaúde-GO vai tomar providências quanto a estes desmandos das OSs. "Não vamos aceitar. O sindicato está recebendo muitas denúncias. Embora os trabalhadores tenham medo de aparecer, por causa de retaliações, nós vamos agir", disseram.
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