Twitter Facebook

CUT GO > LISTAR NOTÍCIAS > DESTAQUES > A INSUSTENTÁVEL SITUAÇÃO DO IMAS

A insustentável situação do Imas

05/02/2018

Instituto Municipal de Assistência Social desconta do servidor, mas dinheiro não chega à rede credenciada, deixando 100 mil pessoas sem atendimento

Escrito por: Maisa Lima, assessora de Comunicação da CUT Goiás

 

Os usuários e prestadores de serviços do Instituto Municipal de Assistência Social (Imas) estão indignados com a Prefeitura de Goiânia e o presidente do órgão, Sebastião Peixoto, por descontarem a contribuição de 4% sobre o salário dos servidores, sem no entanto pagar os honorários da rede credenciada, que por isso está recusando atendimento.
 
A denúncia foi feita nesta segunda-feira (5) ao programa Antena Ligada da Rádio Trabalhador (www.radiotrabalhador.com.br) pelo presidente do Sindicato dos Odontologistas do Estado de Goiás (Soego) e também representante dos prestadores de serviço do Imas, José Augusto Milhomem;  e pelo conselheiro do instituto por parte do Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Único de Saúde de Goiás (Sindsaúde), Jaime Almeida de Oliveira.
 
"O Imas recebe do servidor, mas não fornece o atendimento médico", reclama Jaime, salientando que acaba de ser aprovado pela Câmara Municipal de Goiânia Projeto de Emenda à Lei Orgânica do Município, de autoria do vereador Romário Policarpo (PTC), que obriga a nomeação de servidores efetivos nos cargos de presidente dos Institutos de Previdência e de Saúde dos servidores públicos municipais. "Com isso esperamos sanear o instituto", acrescenta Milhomem.
 
O atual presidente do Imas, Sebastião Peixoto, em entrevista ao Portal da Câmara ainda em junho de 2017 chegou a afirmar que o ex-prefeito Paulo Garcia foi “irresponsável” ao deixar de repassar ao instituto o dinheiro que foi descontado referente à contribuição patronal dos servidores ativos e inativos, usando-o para “pagar outras coisas”. No entanto, agora faz o mesmo. A dívida total do Imas é de R$ 39 milhões, mas somando dívidas antigas (desde 2002) com os juros e correções monetárias, ela chega a R$ 152 milhões, segundo o seu presidente. 
 
Ministério Público
Enquanto Milhomem e Jaime estavam sendo entrevistados pelo jornalista Roberto Nunes no estúdio da RT, servidores municipais de diversos órgãos da Prefeitura de Goiânia protocolaram uma denúncia no Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO), exigindo que o Imas cumpra a Lei. "O instituto arrecada, todos os meses, 4% do salário dos servidores, debitado no contra-cheque e deveria oferecer atendimento médico, hospitalar, odontológico, psicológico, social, laboratorial e farmacêutico aos usuários. Na prática, servidores e familiares estão sem atendimento. Os casos mais graves, como pessoas com câncer, se tornaram uma rotina de descaso e abandono", relatou a servidora Sônia Fleury, em entrevista por telefone à Rádio Trabalhador
 
Cerca de 100 mil pessoas deveriam ser atendidas pelo Imas. Ao invés disso, como lembrou Milhomem, quando precisam de atendimento médico são obrigadas a sobrecarregar o Sistema Único de Saúde (SUS). "É um jogo de 'empurra' que já dura mais de quatro anos", cobrou Jaime. Conforme denúncia do presidente do Soego, o instituto sequer tem registros confiáveis de quem está credenciado a atendimento. "O servidor fica a ver navios", disparou. E cobrou: "o usuário precisa se manifestar. O problema no Imas é de gestão.
 
E fica no ar a pergunta do servidor Jonhson Araújo: "Se o desconto é feito na folha, por que não está chegando aos hspitais credenciados?"
  • Imprimir
  • w"E-mail"
  • Compartilhe esta noticia
  • FaceBook
  • Twitter

Conteúdo Relacionado

Nome:
E-mail:
Título:

TV CUT
Tutorial: Saiba como participar da campanha pela anulação da Reforma Trabalhista
Tutorial: Saiba como participar da campanha pela anulação da Reforma Trabalhista

#AnulaReforma

RÁDIO CUT
Parceria CUT-GO e Banco do Brasil

CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES DE GOIÁS
Rua Setenta, 661 – Qd. 127, Lt. 71| Centro | CEP 74055-120 | Goiânia | GO
Fone: (55 62) 3224.0169 | www.cut-go.org.br | e-mail: cutgo1@gmail.com