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UFG dá início ao curso de extensão sobre o golpe de 2016

16/03/2018

Conferência sobre financiamento e a autonomia universitária abre o ciclo de debates, que prossegue até junho

Escrito por: Maisa Lima, assessora de Comunicação da CUT Goiás

 
A conferência O golpe de 2016, o financiamento e a autonomia universitária, com o doutor em Educação pela Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep) e professor da Universidade Federal de Goiás (UFG) Nelson Cardoso Amaral abriu nesta sexta-feira (16), na Faculdade de Educação da UFG, o curso de extensão e ciclo de debates sobre o golpe de Estado que aconteceu no Brasil em 2016 pelas vias parlamentar e midiática.
 
Doutora em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e também professora da UFG, Diane Valdez afirmou nas redes sociais que “o que faz nossa coragem aumentar é o fato das universidades se movimentarem em torno deste tema. Fez o golpe, com toda sua perversidade, entrar pra história da educação brasileira! A história assumiu e não tem mais volta! Nesses momentos é que a gente bota fé na academia!”
 
O desabafo de Diane está relacionado à tentativa do ministro da Educação do governo golpista de Michel Temer (MDB), José Mendonça Filho, de tentar barrar um curso similar promovido pela Universidade de Brasília (UnB). Ele acionou a Advocacia-Geral da União (AGU), o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Ministério Público Federal (MPF) para que fosse analisada a legalidade do curso e o suposto uso de equipamentos da universidade para fins de "doutrinação partidária".
 
A reação da academia foi imediata e reacendeu o debate sobre a autonomia universitária e a liberdade de cátedra. Universidades de todo o Brasil passaram a anunciar a oferta da extensão. Atualmente, mais de 30 instituições confirmaram o curso em suas grades para este semestre, entre elas a UFG.
 
O curso
O curso começou nesta sexta-feira e se estenderá até o dia 26 de junho. Compõe a sua grade discussões sobre o financiamento e a autonomia universitária e as relações do golpe com movimentos de direita, com a mídia e o Judiciário. As inscrições – cambem 150 pessoas no miniauditório da Faculdade de Educação – estão abertas à comunidade geral e são disponibilizadas no dia de cada debate.
 
Doutor em Educação pela Universidade de São Paulo (USP) e professor da UFG, Adão José Peixoto é o coordenador do curso e do ciclo de debates. “Estamos focando nas implicações do golpe para o Estado de Direito, as políticas sociais e a universidade pública democrática e plural”, explicou.
 
Basicamente, o que a UFG e as demais universidades estão fazendo através desses cursos de extensão é buscar entender os elementos de fragilidade do sistema político brasileiro que permitiram a ruptura democrática de 2016, com a deposição da presidenta Dilma Rousseff (PT), além de analisar o governo Temer e sua agenda de retrocesso nos direitos e restrição às liberdades, culminando com os desdobramentos da crise em curso e as possibilidades de resistência popular e de restabelecimento do Estado de direito e da democracia política no Brasil. 
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