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Ato na porta do Tribunal de Justiça marca uma semana da execução de Marielle Franco

22/03/2018

Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial teve várias atividades em Goiás

Escrito por: Sintego

“Marielle, presente!” entoava o grupo organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores no Estado de Goiás (Sintego), Movimento Negro Unificado (MNU) e Central Única dos Trabalhadores no Estado de Goiás (CUT Goiás), que fizeram um ato na porta do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) nesta quarta-feira, 21 de março, Dia Internacional de Luta Pela Eliminação da Discriminação Racial. Uma semana após a execução da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), jovem negra defensora dos Direitos Humanos. Ao final do Ato Pela Vida das Mulheres foi protocolada uma carta no TJ-GO pedindo rigor nos casos de feminicídio.
 
Durante a mobilização, a presidenta do Sintego, Bia de Lima, foi enfática sobre a importância de se fazer esse movimento. “Nós, na verdade, não gostaríamos de estar aqui, mas é preciso. É preciso dizer aos juízes, desembargadores e para todos da Justiça que nós não aceitaremos a impunidade do caso Marielle e também não aceitaremos a impunidade nos assassinatos de milhares de mulheres todo ano aqui em Goiás”, declarou.
 
A coordenadora nacional do MNU, Iêda Leal, lembrou que o Brasil ainda é uma país muito violento contra as mulheres. “De 11 em 11 minutos existe no Brasil uma mulher que é violentada. Nós precisamos denunciar, nós não vamos nos calar.” Ao final de sua fala arrematou: “feminicídio é crime, racismo é crime, homofobia é crime, portanto cadeia para os criminosos.”
 
A secretária de Igualdade Racial da CUT-GO e do Sintego, Roseane Ramos, lembrou que Goiás é o segundo estado em feminicídio e violência contra as mulheres.
 
O dia 21 de março foi inteiro de atividades e mobilizações. Pela manhã, na sede da CUT-GO, houve  uma Troca de Saberes, com a exposição de uma atividade do Sintego que cresce a cada ano, o Abraço Negro, que já é realizado em várias cidades goianas. A deputada estadual Adriana Accorsi (PT-GO) também apresentou o trabalho realizado nos casos de exploração sexual contra crianças e jovens negras em Cavalcante (GO).
 
A carta protocolada no Tribunal de Justiça de Goiás foi intitulada CARTA ABERTA DAS MULHRES GOIANAS/ MARIELLE VIVE EM NÓS. Ao final da carta há a frase MULHERES EM MARCHA COM A PARCERIA DE TODOS(AS) OS EDUCADORES(AS) DE GOIÁS. As fotos da mobilização estão compartilhadas nas redes sociais do SINTEGO com a hashtag #nenhumaamenhos e #vidasnegrasimportam
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