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Servidores da Ebserh sinalizam com greve por tempo indeterminado

26/07/2017

Em Goiás, são 250 servidores lotados no Hospital das Clínicas da UFG

Escrito por: Maisa Lima, assessora de Comunicação da CUT Goiás

Durante toda esta quarta-feira (26), cerca de 250 trabalhador@s ligados à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) - vinculada ao Ministério da Educação (MEC) – cruzaram os braços no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (HC/UFG). Uma advertência ao governo federal, que se recusa a negociar reposição salarial. 
 
Uma manifestação aconteceu por volta das 10h30 em frente à recepção central do hospital e contou com a participação do presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal no Estado de Goiás (Sintsep-GO) - filiado à Central Única dos Trabalhadores no Estado de Goiás (CUT Goiás) -, Ademar Rodrigues de Souza.
 
Ademar deixou claro que o objetivo do governo golpista de Michel Temer (PMDB) é sucatear o serviço público federal. “É curioso que o governo federal aposte num plano de demissão voluntária em massa. Ainda mais porque ele representará, ao contrário do que supostamente interessa ao governo, aumento de gastos, em função das indenizações a serem pagas”. Ele deixou claro que essa paralisação de 24 horas pode evoluir para uma greve por tempo indeterminado.
 
Servidores x Empregos
Segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD), o Brasil tem 12,1 servidores por cada 100 empregos no País. É uma posição modesta, inferior a de países liberais, como EUA, Alemanha e Inglaterra, cujos servidores ocupam, respectivamente, 14,6%, 15,4% e 23,5% dos empregos totais de seus países.
 
A pergunta que não quer calar é: Estes servidores não farão falta? E olha que o PDV é lançado no momento em que o País experimenta sua maior taxa de desemprego em décadas.
 
Negociação
Desde o fim de 2016, a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal e a Federação Nacional dos Trabalhadores do Serviço Público Federal (Condsef/Fenadsef), junto com a Comissão Nacional de Representantes dos Trabalhadores da Ebserh busca abrir as negociações com a direção da empresa quanto ao acordo coletivo de trabalho 2017/2018. 
 
Da entrega da pauta de reivindicações da categoria – em dezembro de 2016 – até agora, já foram realizadas quatro reuniões, sem qualquer avanço efetivo nas negociações. Nem mesmo uma contraproposta a Ebserh se dignou a apresentar.
 
“Já se passaram quatro meses da Data‐Base (1º de março) da categoria, sem qualquer perspectiva de negociação. Diante da falta de compromisso da empresa ante nossas reivindicações por reajuste salarial e melhores condições de trabalho, optamos por uma mobilização geral, que está acontecendo em todo o País”, declarou Jeovane Martins, delegado do Sintsep-GO.
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