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28 de Abril – Um dia para ficar na história

Escrito po: Mauro Rubem

27/04/2017

Presidente da CUT Goiás

A greve geral desta sexta-feira (28 de Abril) é contra as reformas da Previdência, Trabalhista e a Lei da Terceirização Irrestrita. Uma característica importante dessa mobilização é a unificação de todas as centrais sindicais, que buscam estancar a devastação que o governo golpista de Michel Temer está patrocinando contra os direitos da classe trabalhadora.
 
Sindicatos e movimentos sociais estão empenhados em conscientizar trabalhadores militantes sobre as propostas nefastas de Temer. A terceirização vai demitir os trabalhadores e precarizar a mão de obra. A Reforma da Previdência dificulta sobremaneira o acesso a esse direito e dele exclui milhões de trabalhadores e trabalhadoras do campo. A Reforma Trabalhista praticamente rasga a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), deixando a classe trabalhadora à mercê dos patrões.
 
Os sindicatos terão muito mais dificuldades para fiscalizar e os trabalhadores perderão nos salários, que serão rebaixados, e também os seus direitos, que foram conquistados há tantas décadas com muita luta. Tudo pode acabar com uma ‘simples’ canetada do Congresso Nacional.
 
Como o jornalista Paulo Moreira Leite bem definiu em artigo recente, “os trabalhadores brasileiros são atacados no direito ao trabalho -- pelo desemprego em massa -- nos direitos a uma velhice com dignidade -- na reforma da previdência --, no direito ao estudo e a saúde -- pela emenda do Teto --, no direito a verdade -- pela ditadura do pensamento único -- é preciso manter o foco e definir prioridades.”
 
Mas nós, da CUT, não vamos ficar de braços cruzados. Vamos lutar contra esse retrocesso pernicioso que o governo golpista está instituindo no Brasil e essa mudança de rumos será sinalizada na Greve Geral desta sexta-feira, 28 de abril, uma reação que vai entrar para a história.
 
Se nada se pode esperar desse Congresso que aí está; desse governo que tomou o poder a partir de um golpe; dessa mídia vendida ao grande capital e mesmo desse Judiciário que mais parece partido político, cabe à classe trabalhadora fazer o que sabe: tomar o seu destino nas mãos e lutar para reaver os direitos que tanto suor, sangue e lágrimas nos custaram ao longo de décadas e que agora estão sendo pisoteados por essa canalha.
 
O que estamos assistindo nesse momento, um ano após o golpe, é o governo golpista quitando os débitos que assumiu junto aos seus aliados: o desmonte do Estado a favor da iniciativa privada. Não estamos lutando somente por nós. É preciso pensar nas próximas gerações. Como será a vida dos nossos filhos e netos se essas reformas passarem? Leis trabalhistas medievais. A hora é de luta. E vamos a ela!
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